Energia e Combustíveis Fósseis

A séculos os combustíveis fósseis são explorados como meio de fontes energéticas pela humanidade. Os principais combustíveis fósseis são  petróleo, gás natural, carvão mineral e xisto betuminoso.

Essas fontes de aproveitamento de energia não são renováveis, e constituem a base da movimentação do mundo após a Revolução Industrial.

Petróleo

O petróleo é um combustível fóssil, originado provavelmente de restos de vida aquática animal acumulados no fundo de oceanos primitivos e cobertos por sedimentos. O tempo e a pressão do sedimento sobre o material depositado no fundo do mar transformaram-no em massas homogéneas viscosas de coloração negra, denominadas jazidas de petróleo.

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A primeira exploração de petróleo ocorreu na França, em 1742, na região da Alsácia, quando foram perfurados poços que não ultrapassavam trinta metros de profundidade. No entanto, considera-se como marco zero da industrialização do petróleo o ano de 1859, quando Edwin Drake descobriu petróleo em Tutsville, nos EUA, a uma profundidade de 21 metros, com a utilização de um equipamento semelhante a um bate-estaca, e instalou uma refinaria rudimentar que produzia querosene, combustível de extrema importância na época, usado principalmente na iluminação de casas.

Nesse tempo, a gasolina era considerada um subproduto indesejável, pois quase não tinha utilização, sendo até mesmo descartada. No fim do século XIX já existiam plataformas marítimas de perfuração, refinarias e petroleiros transoceânicos, em várias partes do mundo.

Em 1908 entrou no mercado o veículo Ford T., e já em 1911 as vendas de gasolina superaram as de querosene, principalmente por dois motivos: eletrificava-se mais e mais a iluminação, usando-se menos querosene, e popularizava-se o transporte rodoviário.

Com o início da Primeira Guerra Mundial a fabricação de veículos foi intensificada, acelerando ainda mais o processo de utilização do petróleo e seus subprodutos.

Exploração do petróleo

Na plataforma continental, ou seja, na exploração marítima de petróleo, são utilizadas plataformas de aço fixadas ao fundo do mar ou navios-sonda.

As plataformas mais comuns são do tipo auto-elevatório, dispondo de três ou quatro pernas que se assentam no fundo do mar. As pernas, que às vezes têm 150 m de comprimento, são recolhidas por sistemas hidráulicos e a plataforma é, então, transportada, caso não possua força propulsora própria.

Os navios-sonda são semelhantes a navios convencionais, com a característica de possuírem uma abertura pela qual é feita a perfuração.

As perfurações no mar apresentam custos duas vezes mais altos, mas no caso do Brasil esses poços marítimos produzem muito mais do que os terrestres.

A tecnologia atual possibilita que se retirem apenas 25% do petróleo de uma jazida. O restante permanece no poço aguardando novas técnicas capazes de aumentar a eficiência dos meios de extração.

Após a extração, o petróleo é encaminhado a refinarias, onde é processado para se obter uma grande gama de derivados: gás liquefeito, gasolinas, naftas, óleo diesel, querosene para iluminação, querosene para aviões a jato, óleos combustíveis, asfaltos, lubrificantes, solventes, parafinas, coque de petróleo e resíduos.

Os impactos ambientais causados pela exploração de petróleo assemelham-se àqueles que ocorrem em construções de grande porte, como hidroelétricas, por exemplo. Essas grandes construções rompem o equilíbrio natural e promovem o desaparecimento de espécies vegetais ou animais existentes na região. A exploração de petróleo pode ainda contaminar o ambiente com gases tóxicos, vazamento de solventes orgânicos, emissão de calor, além de apresentar um alto risco de explosões. Todos esses fatores afetam não só a fauna e flora vivente, como também consistem num alto risco às pessoas que trabalham no local ou moram nas proximidades.

Petróleo no Brasil

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A exploração de petróleo no Brasil pode ser dividida em duas fases: antes e depois da criação da Petrobrás.
O primeiro petróleo brasileiro jorrou no dia 21 de janeiro de 1939, na localidade de Lobato, a 30 km de Salvador (BA).

A primeira refinaria do Brasil foi a Destilaria SulRio-grandense, instalada em 1932 na cidade de Uruguaiana (RS), abastecida com o produto comprado na Argentina. Em 1936 passou a operar uma pequena refinaria em São Caetano do Sul (SP), da indústria Matarazzo, seguida da Refinaria Ipiranga S.A., em Rio Grande (RS).

Em 1938, o governo Getúlio Vargas proibiu a exploração de petróleo aos estrangeiros e criou o Conselho Nacional de Petróleo (CNP), substituindo o antigo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). O CNP seria responsável pela supervisão do abastecimento e pela política de preços, armazenamento e transporte do produto.

Em 1941 foi instalado o primeiro campo comercial de petróleo, em Candeias, no Recôncavo Baiano, e no ano seguinte os de Aratu e Itaparica, também na Bahia. O primeiro oleoduto brasileiro começou a operar em 1949, no Recôncavo.

Em 1950, uma sucessão de fatos importantes acontecem: a descoberta do campo de Agua Grande (BA), a inauguração da Refinaria Landulfo Alves, em Mataripe (BA), a aquisição do primeiro petroleiro brasileiro de 16 000 toneladas e a inclusão da plataforma continental no território brasileiro. O oleoduto Santos—São Paulo iniciou suas atividades em 1951.

A industrialização do petróleo no Brasil chegou tardiamente, em 1953, com a criação da Petrobrás.

A mesma lei que criou a Petrobrás estabeleceu o monopólio estatal da pesquisa, lavra, refino e transporte de petróleo, estendido posteriormente, em 1963, à sua comercialização e importação, ou seja, somente o governo brasileiro poderia exercer as atividades mencionadas em todo o território nacional.

Devido à inexpressividade da produção do petróleo nas bacias terrestres, a Petrobrás lançou-se na exploração •da plataforma continental, ocorrendo, em 1968, a primeira descoberta comercial no campo de Guaricema (SE) e, posteriormente, a identificação da Bacia de Campos (RJ), que dobrou as reservas brasileiras.

Em 1975, no governo Ernesto Geisel, iniciaram-se os Contratos de Prestação de Serviços para Exploração de Petróleo com Cláusula de Risco. Nesse tipo de contrato a companhia contratada só seria paga, ou teria direito a outro tipo de remuneração, se encontrasse petróleo em quantidade comercializável. Até o momento, não foram encontradas reservas significativas pela exploração de empresas por meio desses contratos de risco.

Outras fontes de energia fóssil:

Carvão Natural

Gás Natural

Xisto